Não me agrada a idéia de Lovelock, de que a energia nuclear seja a única alternativa possível aos combustíveis fósseis. Prefiro colocar esperança em novos projetos, de energia limpa e renovável.
O Brasil, que sofreu uma falha em Angra 1 essa quarta, dia 10, talvez concorde com Lovelock. A meta é de que, depois de Angra 3 (2014), sejam construídas mais quatro usinas nucleares até 2030. Esta última falha de Angra 1 ocorreu no ciclo secundário, isento de radiação. Porém o dinheiro gasto em pesquisas de segurança em usinas poderia sustentar outros estudos, para aperfeiçoamento (e consequente avanço de produção, e redução do custo) de formas de energia renovável.
A intenção do Brasil, segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, é continuar se destacando no uso de energias renováveis (hoje corresponde a 46% da nossa produção, enquanto a média mundial é 14%), mesmo com o investimento numa forma de energia que foi citada no Fórum Europeu de Energia do Futuro como dispensável.
A Índia planeja atingir 200GW de geração solar até 2050; talvez os custos de turbinas eólicas caiam com a produção na China; na Rússia o petróleo e os gases naturais representam parcela gorda da economia; o Brasil pretende mais quatro usinas nucleares de 1GW cada uma. Das notícias no meu Reader hoje, as duas últimas letras do BRIC me chamaram mais atenção de forma positiva. Mesmo que seja apenas um sonho (a Índia gera hoje 3MW por energia solar), vejo com bons olhos ambições que visem o bem.
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